sábado, 26 de agosto de 2017

BARRANCOS, A DEGRADAÇÃO LEGALIZADA!


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DIVERSÃO

FESTA

APLAUSOS  

TRADIÇÃO

"CULTURA" E VÍTIMAS!



       Quantas vítimas estarão nesta foto?



   A mais evidente é um animal que foi torturado e morto, vítima da ignorância, do sadismo, das frustrações, dos vícios e da demência de uma comunidade. 

   É um ser senciente que foi torturado e morto para diversão alheia e uma morte perfeitamente legal, mesmo em frente da igreja matriz e com a bênção da mesma.   

   Um animal foi torturado e morto por outros animais que se consideram superiores a ele e que se excitam com o cheiro do seu sangue, a visão da sua dor e o supremo poder de matar sem serem punidos!

  Todos eles são igualmente vítimas, embora se achem heróis!


    São as vítimas das rotinas, do meio em que nasceram, do atraso civilizacional em que subsistem, da manipulação e da revolta contida que os priva de se sentirem humanos, mas cujo excesso de bebida lhes extravasa os instintos bouçais, quando o odor a suor paira no ar, a vista se lhes turva e os pés esmagam o sangue que escorre no solo, misturado com as fezes do animal moribundo que aguarda submisso e humilhado o derradeiro golpe, enquanto finalmente os seus carrascos se sentem os heróis aplaudidos pela plateia primitiva e doente. 

  Barrancos é o prato completo da degradação humana!

  Barrancos é o expoente máximo de um país decadente e vendido. 

  Barrancos  é a cópia fiel dos sucessivos governos vindos de uma pseudo revolução que apenas perpetuou a ignorância de um povo, com os falsos argumentos de igualdade e educação para todos.  

   Barrancos e Reguengos de Monsaraz são as excepções que a falta de coragem não deixou que se generalizassem por este país fora e o saudosismo submisso da pegada espanhola que é tudo menos utópico e enquanto por cá se baixa a cabeça às centrais nucleares junto à fronteira, ao furo de petróleo, se fecham os olhos aos touros de fogo de Benavente e se recebem reizinhos em apoteose nesta república abananada, o povinho tortura touros para não ficar para trás desses "hermanos" que de uma ditadura feroz, só conseguiram evoluir para uma monarquia esbanjadora, com um rei assassino de elefantes, porque o gosto pela tortura lhes corre nas veias. 

     E é assim que as tão convenientes vítimas da ignorância, continuam a existir, porque os lobbies e a corrupção se tornaram tão banais que só quem não dorme os notam, enquanto outros os aplaudem, porque afinal a culpa não é dos "patos bravos" que nos governam, mas sim dos touros, porque há quem diga que são muito bravos...   
      

   
      
      
    



terça-feira, 22 de agosto de 2017

"SENHORAS OLÉ"


                 


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   Abomino a palavra senhora, porque me faz lembrar um ser parado no tempo sem iniciativa própria, nem personalidade! 

 

     Só admito e até exijo esse tratamento, em documentos, cartas cerimoniosas ou missivas de quem não conheço e a quem não pretendo dar confiança. 

   

  Com todo o orgulho, sou apenas MULHER!


  Ser mulher, é caminhar por si própria, ser independente, livre de ideias e de escolhas, mas nem sempre é fácil para muitas. 

   Ser mulher, é ir à luta sem medo e enfrentar qualquer obstáculo, consciente de que o vai vencer. 


   Há contudo aquelas que se transformaram apenas em fêmeas, porque perderam a sua identidade e essência feminina!                                                                                                                                     Resultado de imagem para figuras publicas em touradas


  Ser mulher é deixar fluir a sensibilidade materna através do amor, da generosidade traduzida em paz de consciência, mas também dessa sensação boa de que fazemos parte da Mãe Natureza que a todos envolve, sem olhar a raças, cores, géneros ou espécies. 


    As outras, são as "Barbies" das unhas de gel bem casadas,  atraiçoadas, omissas, humilhadas, ou magnanimamente sustentadas, mas eternas virtuosas, "senhoras de faz de conta" que frequentam a burguesia, vestem caro, falam banalidades, são mães extremosas, esposas assexuadas  e submissas. 


    São as "Senhoras Olé" que passam as tardes no shopping e que frequentam as touradas do Campo Pequeno de braço dado, porque é aí que estão os famosos, apesar de lá entrar também a arraia miúda que lá vai, porque sente que assistir à tortura e ao domínio de um ser "inferior", os torna superiores e lhes aumenta a auto estima. 


  E entre as farpas e o sangue que jorra dos touros que segundo dizem, "não sofrem e até se divertem", há negócios, jeitos, trejeitos  e arranjinhos aos intervalos, amantes permanentes ou engates de ocasião e prostitutas de pouca saída, à espera de um freguês que lhes pague o jantar a troco de uns favorzitos, filando sem pestanejar qualquer tanso por entre os ventres oscilantes e os hálitos envinagrados da assistência, já de antemão prontos e precavidos para qualquer emergência, com o tal comprimido milagroso que lhes melhora a performance e os faz sentir quase tão machos, como o toureiro de inchada protuberância que sobressai da reluzente fatiota e que tanto encanta as "senhoras olés" dos camarotes, assim como as badalhocas refeiras da plateia, porque em relação a estes gostos, não há castas nem diferenças... 

     Mas se algumas se deixaram manipular por medo, incapacidade, ou falta de amor próprio e horizontes, que lhes reste pelo menos a compaixão e jamais se lhes fuja a dignidade, os sentimentos, a sensibilidade feminina e a vaga esperança de voltarem a ser um dia de novo "MULHERES"!  

   E é assim que se "cultiva" um povo, como por aí se apregoa, mas para tanta "cultura", desembolsamos todos, quer se seja mulher ou homem, porque também os há com H grande, mas que por serem gente a sério, ficam fora da podridão e das espécies infectadas que corroem as Instituições dos poderosos que mandam e lhes pagam contrariados os salários miseráveis que nem para mandar cantar um cego chegam, quanto mais para sustentar parasitas, putas, champanhe e vícios...