Retalhos de Outono

domingo, 11 de março de 2018

"Vejo a tourada como um bailado"

                     Foto de Uma Página Numa Rede Social.





 E o guião, Assunção?                                                                       Já chega de estupidez                                                                         Lê melhor o que te dão,                                                                     Não vais lá sem lucidez.




                                                   Mete o "bailado"num saco,                                                              Porqu´arte não é pra ti.                                                                      Que te espetem no buraco,                                                                Plo discurso que t´ouvi...



                                  

                       Baixa a crista, óAssunção,                                                               Não embandeires em arco.                                                               Engole essa presunção,                                                                     Pra que não caias no charco.




                           Mas se quiseres pregar,                                                                     Vai antes pra um deserto                                                                   E se ninguém t´escutar,                                                                     Pensa que o povo tá esperto!


                           

                          A direita está contigo,                                                                       Mas há menos ignorância.                                                                 Olha bem o teu umbigo,                                                                Tás perdendo a importância.  

         

                           Com esta rima foleira,  

                           Dou-te aquilo que mereces,  

                        Não passas duma azeiteira  

                        Que não vai lá nem com preces!





                            

            



                                   
Publicada por Teresa Botelho à(s) 12:15 Sem comentários:

quinta-feira, 8 de março de 2018

ANIMAIS EM RESTAURANTES?


Resultado de imagem para animais em restaurantes

   Não estava nos meus planos comentar este tema, porque tais celeumas não passam de canções de embalar de sociedades rústicas,  atrasadas, miúpes, desocupadas, egocêntricas e acostumadas a certas mediocridades que daqui a algum tempo se dissipam e entram nas nossas rotinas, porque a presença de um animal dentro de um espaço fechado ou numa esplanada cheia de gente, pouca ou nenhuma diferença faz... 


  Quando como em casa, eles estão ao meu lado, mas o meu prato é para eles tão meu, como as taças onde cada um deles come, mas se por acaso eu cometer alguma gafe na qualidade ou quantidade de alimentos que lhes coloco e que só é reparada enquanto eles comem, peço-lhes licença e corrijo o erro, sem zangas nem ressentimentos, porque as rotinas criaram essa confiança que só a convivência e a comunicação nos conseguem dar.


     Falei de comunicação?


  Claro que sim, porque até uma criança que não aprendeu ainda a verbalizar as suas vontades, consegue comunicar com quem a quiser entender...                                                                    É tão fácil saber se um animal está ou não confortável, se se sente à vontade no meio de nós, se o medo o faz fugir, ou o torna agressivo que só quem não estiver atento, poderá negar todos esses sinais e achar que está apenas perante qualquer pedregulho insensível, entalado algures numa falésia batida pela chuva e sacudida pelo vento...

   Porque razão será que o arcaico egocentrismo humano, inventa espaços que considera só seus e não os pode partilhar com as espécies que humanizou?                                                         Sem dúvida que o termo "humanizar" serve de desculpa para críticas, mas porque razão se domesticaram alguns animais, roubando-os à Natureza, para que nos servissem para os melhores e para os piores fins?                                                             Porque razão o cão, o gato e alguns outros, se dedicam incondicionalmente a quem os trata e sofrem com a sua ausência?


      

    Se os traumas que residem em muitos humanos são justificados, porque razão num animal não o são? 


   A lei que permite a entrada de animais de companhia em espaços de restauração, foi sem dúvida um ultraje ao"status humanoide" de muitos ignorantes que nada mais são do que provincianos obtusos e mal informados, tal como o é a discriminação de que são vítimas aquelas"aves já não tão raras", que por opção própria, não se alimentam dos nacos de carne que satisfazem os outros da sua espécie. 

     Perante tais desigualdades e constrangimentos, proponho que os velhos dísticos de proibição de animais, passem também a incluir "humanos herbívoros", porque discriminação por discriminação, pelo menos que se assumam estas, já que outras há que ficarão apenas pelos bastidores dos preconceituosos...

      

     Confesso que me sinto envergonhada com tanta resistência à evolução, mas sempre fomos assim, por isso, já que os cães que vejo atados à porta do supermercado aguardando a chegada dos seus tutores, perante o entra e sai de tantos  estranhos e dos carrinhos de compras, com ar de abandono, se comportam melhor que as criancinhas que correm e perturbam lá dentro com as suas birras e atropelos, merecem não só entrar em qualquer espaço comercial, como em todos os lados e só questiono o porquê de tanto falatório...

  Pelo menos os animais, comem sem mostrar aos outros o conteúdo que mastigam, não bebem em excesso nem criticam ninguém e a poluição sonora que sinto em muitos restaurantes ao fim de semana, talvez fosse menor se as pessoas tivessem a educação de muitos cães...


   Prometera a mim mesma, não ver mais alguns programas que a RTP transmite, porque a falta de isenção dos "dinossauros" que os apresentam me agride, mostrando-me a degradação da ética jornalística instaurada, mas perante tantos comentários que li, a curiosidade fez-me ir às gravações e novamente me vi no meio de um chorrilho de idiotices e de ignorantes... 

    Ora como sou obrigada a pagar uma taxa para sustentar a tv pública, era ainda preciso chamarem ao debate um certo doutorzinho Taxa, para vomitar as suas diarreias mentais através de trágicas cenas de terror a tirar para o cómico?             É evidente que abandalhar um tema sério que nada tem de extraordinário em outros países, é a técnica dos broncos que precisam manter o país na penumbra da estupidez para se conseguirem destacar, mas se outros aplaudiram as baboseiras do sr. Taxas, a apresentadora parece ter gostado, porque ao dar-lhe tempo de antena, confirma o seu próprio prazo de validade vencido e a necessidade de engraxar quem lhe paga, para que lho prolonguem ...


    Esquecendo agora as taxas, os jornalistas em saldo, mais as críticas a uma lei que incomoda tanta gente porque segundo alguns, "há coisas mais importantes a debater", parece-me que algo aqui se esqueceu, já que puxar pela cabeça está cada vez mais caro por cá. 

    Nos tempos que correm, a temática animal, como tão bem foi dito e talvez menos ouvido no referido programa, tem várias vertentes e atrevo-me a acrescentar, como educadora que fui que a mais importante é a pedagógica, logo, a presença de animais no nosso dia a dia e a observação das suas posturas e comportamentos em sociedade, faz parte dessa aprendizagem. 


    Quem pinta cenas de ataques a travessas, a mesas e às pessoas, está apenas a passar um atestado de irresponsabilidade e estupidez a quem integrou os seus animais na família,  sociabilizando-os e confiando neles ao ponto de os levar de passeio ou de férias (que o digam os estrangeiros que nos visitam), sem ter que os condenar ao stress de um carro fechado ou de uma trela atada à porta.



   Sejamos portanto sensatos e aceitemos com lucidez os novos tempos, porque não são só as tecnologias que ditam o progresso, a ética faz parte dele, se o quisermos equilibrado e justo.  

               

  

   

     

   


     

Publicada por Teresa Botelho à(s) 07:09 2 comentários:

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

OS BARCOS DA MORTE

   Neste mundo de tristes, a economia de alguns vale mais que a decência, mais que a ética e mais do que as palavras adequadas a cada episódio que denunciam a ganância e os propositados silêncios de quem colabora com qualquer selvajaria que sirva para dar lucro a feras esfaimadas e de repugnantes princípios!



Foto de PATAV - Plataforma Anti-Transporte de Animais Vivos.



 Transportam-se animais vivos para longe!         Transportam-se animais vivos empilhados, forrados de fezes e feridos, quebrando todas as regras legais, brutalizados e quando o sofrimento lhes corta a possibilidade de sobrevivência, deitam-se borda fora, como se se tratassem de lixo descartável, sem preocupações ambientais, nem qualquer respeito pelas águas, pelas praias e menos ainda pelas nossas gentes...


    Este é o país dos anestesiados que tornam qualquer  imoralidade possível, enquanto a afronta se compra por 1€ a mais no salário, uns abraços, sorrisos, hipocrisias e promessas de longo prazo...

   Este é o país dos falsos governantes que exercem a sua autoridade incontestada de "donos" sem vergonha nem responsabilidade, desde que os amigos estejam contentes e o "rebanho" calado, porque quem protesta, não merece sequer resposta de tão doutas criaturas...

  Transportam-se animais vivos para longe como se fossem objectos inertes, porque não importa o holocausto a que são sujeitos, desde que se engordem os comparsas do sistema e se os argumentos de quem lamenta que a vida desses seres transportados, lhes vai ser tirada da forma mais cruel e menos ética que se presume ser  defendida pelas regras do país de origem, tudo se permite, porque o que importa, é que se escoe o excesso de animais  criados para que aumentem o rendimento sujo de quem com eles lucra...

    Este é o país das mentiras e das leis que apenas os "reles"assalariados são obrigados a cumprir, mas que se a sorte, ou a falta de carácter permite a alguns emergir do anonimato para qualquer cargo de importância, imediatamente se respaldam no deslumbramento do poder adquirido que lhes dará todas as vantagens, esquecendo quem são ou quem  um dia foram, mais os falsos juramentos que anteriormente fizeram...

   Presumo que quando as "boas intenções" de juventude encaminham alguém para um curso de veterinário, terá havido um compromisso de curar ou ajudar o próximo e o "próximo", é quem teve o dom de ter nascido, seja ele quem for, ou como for, mas enganei-me porque qualquer tacho desvirtua as boas intenções, transformando-as em deboche e nos interesses mais básicos e egoístas, desses ditos "animais superiores", caindo assim por terra a seriedade de quem um dia se achou humano... 

    Assim se passa com quem comanda um Ministério e uma certa Direcção Geral, cuja cegueira e mutismo têm ultrapassado todos os limites da decência, afrontando escandalosamente quem lhe aponta sem medo as inúmeras e já frequentes irregularidades...     

    O transporte de animais vivos continua a verificar-se em navios imundos que respeitam todas as ilegalidades, mas sobretudo o silêncio complacente e os sujos interesses de quem os contrata. Contudo, as críticas que aqui faço e o desconforto que sinto, deixariam talvez de existir, se eu pudesse mergulhar certas pessoas nesses antros de imundice e tortura, para que sentissem na pele o que a minha consciência humanista sente perante a visão dantesca dos vídeos que por aí circulam...

    Todos os dias sinto essa incontrolada revolta comum a tantos portugueses que como eu sabem que este é um país onde tudo se faz, tudo se permite e apenas alguns sobrevivem satisfeitos perante o chiqueiro que permitem e justificam, mas que fingem não ver, enquanto forem respeitosamente tratados por "excelências"... 

    Para que serve apontar uma a uma, todas as ilegalidades verificadas nestes transportes, no barco Urano L, por exemplo, se todas elas são sobejamente conhecidas de quem as permite? 

    Será que a Europa poderá ainda atrever-se a achar que é saudável e superior aos países mais remotos e primitivos?

    Que tipo de democracia existe neste rectângulo pendurado no Oceano, rico de incompetentes sem escrúpulos e de "rebanhos" famintos bem comportados?

     

     
    
  
      

         

            

     

Publicada por Teresa Botelho à(s) 12:34 1 comentário:

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

OS POMBOS DE LISBOA

Vamos ao que interessa?     Resultado de imagem para cmlisboa
  E o que interessa, é saber que tipo de gente nos governa que exemplos nos dão, se têm palavra, ou ainda se respeitam todos os contribuintes. 

 Ora como considero que cada pagante, seja ele quem for, tem direito a respostas, poderia aqui citar todas as que não tive, apesar de votar, ter o registo criminal limpo e os impostos em dia. 
 Como eu, há milhares, porque muitos são aqueles que suportam esta "democracia" desiludidos e cientes que aqueles que sustentam e a quem deram o poder por engano, não passam de zeros à esquerda, ou de números chapados num reles cartão plastificado que lhes dá o título de cidadãos deste jardim à beira mar... falido.  


        E é por isto que prefiro os bichos.


   Como é evidente, estas palavras servem para qualquer crítica aos nossos "chefes", visto que por cá faz-se o que se quer, sem dar confiança a "pelintras"...   

   Ora vamos lá ao que interessa e falemos do que me anda a engasgar e o que mais me incomoda, é a falta de respeito e o deboche de quem se crê superior, só porque conseguiu um "tachinho"na Câmara da nossa capital. 

    Após mais um email dos vários que enviei à CML sobre a captura e abate de pombos e mais concretamente, como resposta ao último no início de Novembro de 2017, tive a honra de receber a seguinte resposta:

   

. Senhora
Teresa Botelho

Na sequência da receção de comunicação de V. Exas., que desde já se agradece, e cujo assunto mereceu a nossa melhor atenção, informamos o seguinte.
Os serviços de Higiene Urbana da Câmara Municipal de Lisboa têm por missão garantir as adequadas condições de salubridade aos Munícipes e à Cidade. Na prossecução deste objetivo, no referente à população de pombos na Cidade, está em vigor o Programa de Controlo da População de Pombos que, através da articulação de um conjunto de estratégias, conciliando a prevenção com a atuação corretiva de situações criticas, visa a diminuição do número efetivo de pombos assegurando o equilíbrio ecológico.

Assim, e como é do conhecimento de V. Exas., salientamos a implementação da Rede de Pombais Contracetivos, conceito inovador de controlo da população de pombos.
Este projeto tem como objetivo atrair os casais de pombos a nidificarem dentro do pombal e posteriormente remover os ovos antes que se dê o nascimento dos pombos, contando já com um em atividade desde maio é objetivo da Câmara Municipal instalar mais sete.

Este pombal já implementado tem funcionado também para testar e aferir os aspetos que deverão ser observados na construção dos próximos que se pretendem disseminar pela Cidade, potenciando assim o alcançar dos objetivos definidos.
A implementação da rede de pombais contracetivos está integrada num conjunto de estratégias que visam a diminuição do número efetivo de pombos sem recurso à captura, pelo que se espera nos próximos meses potenciar os resultados até agora alcançados.

Certos da melhor compreensão, apresento os melhores cumprimentos,

O Diretor Municipal
Victor Vieira

    

Não respondi atempadamente a agradecer esta alegada mudança de intenções que sem dúvida me agradou, talvez porque a minha intuição me preveniu para que aguardasse algum tempo, contudo, a resposta às minhas dúvidas foi bem mais rápida do que esperei e apenas dois dias após a recepção desta compassiva informação, eis que fico a saber que em vez dos sete pombais contraceptivos, já estavam assinados há mais de um mês, os contratados com os "amigos" falcoeiros, (conforme notícia do "CORVO") e bem pagos por todos nós... 

    Como é evidente, não responder a esta gente, é coisa que mexe com esse soninho bom que só acontece a quem dorme de consciência tranquila, tive que manifestar a minha indignação, apesar de não ter dito metade do que queria e continuar engasgada...

  Como achei que é útil que se saiba com quem se lida e em quem se vota, por aqui me fico, porque fiz a minha parte e para a pancada, não tenho físico nem postura... 

13/01
para dmhu

Exmo Sr Director Municipal Victor Vieira

   Agradeço a vossa informação, mas não é com respostas destas que se engana a população. 
   A minha comunicação entre várias, foi feita há meses, mas a resposta de V Exª com a velha promessa de pombais contraceptivos, surge quando já estão adjudicados os serviços de falcoaria que sempre estiveram na vossa ideia, logo, chama-se a isto jogo sujo, impróprio da Câmara da capital de um país que supostamente se diz democrático e transparente. 
    Se no mail de V EXª figurasse qualquer argumentação sobre as vossas reais intenções de contratar os ditos serviços de  falcoaria, parecer-me-ia uma forma mais honesta de encarar o caso, embora eu e muita gente por esse país fora o rejeitasse, como é óbvio. Aves de rapina à solta, afugentam, mutilam e matam não só pombos como outras aves, conforme sabemos,por isso, não venham tapar o sol com a peneira, porque não somos trouxas...

  " Certos da melhor compreensão" ? Não! Não há possível compreensão quando verificamos que nos querem enganar descaradamente... 

    
http://ocorvo.pt/lisboa-experimenta-uso-de-falcoes-para-e…/… 

    Atenciosamente, 
Teresa Botelho            

Publicada por Teresa Botelho à(s) 14:03 Sem comentários:

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

ANO NOVO

   Acabou 2017, mas será que podemos virar a página e perdoar-lhe?


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   Não, jamais o poderemos esquecer, porque foi ele, com todo o seu poder destrutivo que nos uniu na dor da perda alheia, entre as labaredas e as culpas sem castigo que nos consumiram as almas perante a voracidade das chamas, os mortos e o  desigual combate.

   Somos um povo "manso", onde nem os ataques  deste mundo acontecem, porque os terroristas já cá estão, comandando-nos há décadas...

   Somos o povo onde os grandes prosperam com a passividade dos fracos, enredados no medo e nas palavras caladas que herdaram de 40 anos de ditadura, aos quais se continuaram seguindo todas estas "democracias" de trazer por casa... 

  Somos ainda os acorrentados à precariedade de emprego, aos baixos salários e às vergonhosas pensões, mas que se revoltam mais com um "penalti" mal marcado, do que com as suas vidas medíocres. 

   Somos um povo carente de afectos que bajula qualquer político esperto que com duas palavras e uns abraços, nos faça pensar que fará milagres...

   Somos os devotos de Fátima, aqueles para quem  a canonização de três crianças sonhadoras e analfabetas lançadas aos interesses mais ferozes e bem guardados de uma época de obscurantismo, nem sequer nos suscitam hoje dúvidas e menos ainda questões...

   Somos aqueles para quem a mulher fica em segundo plano, com a sua lendária submissão que a torna muitas vezes saco de pancada sem defesa, nem direitos. 

   Somos ainda o país das leis para "inglês ver", cujas propositadas lacunas permitem que nem os ditos "seres sencientes" não humanos que tão falsamente se propõem defender, continuem a ser explorados, abandonados, mortos  e torturados, perante os coniventes silêncios de quem as cozinhou. 

   Somos um país cujo sol brilha por entre os troncos nus das árvores queimadas e das casas sem tecto, dos sem abrigo, do racismo encapotado e da caridade que chega a muitos, menos àqueles que tão desgraçadamente dela precisam. 

   Somos o destino turístico de uma Europa que nos suga com asas de anjo e achamos que é assim que tem que ser, porque só assim subsistimos, somos notados e nos dão importância...

  Somos os adormecidos nessas passagens de ano que se sucedem em rituais de vãs esperanças, mas que sucumbem nos primeiros dias de Janeiro quando a rotina nos volta a sufocar.
  
   Somos também aqueles, para quem o engenho, as capacidades intelectuais e o valor, raramente serão reconhecidos, se o visado não souber gatinhar por entre as vielas imundas deste sistema hipócrita e caduco que nos governa a nós e ao Mundo.

   Somos tanto e tão pouco que nem a justiça nos ouve e se morrermos numa sala de espera lotada de qualquer hospital das redondezas, ninguém nota, porque não temos pátria, temos apenas "donos" e aprendemos a obedecer-lhes... 
          
   

Publicada por Teresa Botelho à(s) 15:52 Sem comentários:

sábado, 18 de novembro de 2017

MATANÇA DO PORCO?

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 Poderá o sofrimento ser motivo de festa? 

    

 


                                                       
      




                  

    Como é possível sujeitar pela força um ser vivo, cravar-lhe o ferro gélido no peito e ser alheio aos seus gritos de horror, enquanto o sangue jorra e a vida se lhe escapa lentamente?

  Que festa de algozes é esta e que prazer mórbido haverá em esquartejar carnes ainda quentes, retirar-lhe as entranhas escorregadias e cortar em pedaços um ser que minutos antes, clamava ainda inocentemente pelo seu direito à vida, neste mundo tão manchado de injustiças?

  Que tipo de gente é esta que assiste ao horror desta sangria e se lambuza depois com os restos mortais de um pobre condenado à morte, cuja sina lhe foi traçada à nascença?

  Quem terá sido o Criador que catalogou as espécies e que mais questões sem respostas poderei eu fazer, se não há nenhum Deus com competência para me elucidar? 

  Alguém se terá perguntado o que sente um condenado à morte quando sobe ao cadafalso? 
  Será que o carniceiro o olha nos olhos, ou o supremo prazer de matar e a satisfação da gula o deixam cego e surdo?


   Como a maioria dos humanos, fui criada com carne, porque  quando se é criança, ninguém nos diz que o que está no nosso prato é um pedaço de um animal igualzinho aos dos livros infantis. Achamos que os peixes e as vaquinhas são felizes, os pintainhos e os coelhos vivem nos chocolates da Páscoa, os perus festejam o Natal e os porquinhos têm um parente que até fez o filme que um dia nos levaram a ver.

    Segui essa "tradição" falaciosa com os meus filhos quando ainda eram pequenos, fazendo contudo essa ainda tão "normal" e injusta distinção entre espécies... 


   Hoje peço desculpa e pesa-me na consciência,  não ter ido a tempo de lhes ter dito a verdade...


  A consciência é algo que se deve alimentar com afinco, mas a sociedade atraiçoa-a a cada passo com palavras que nos confundem as ideias, nos mostram realidades fictícias, mascaradas de obsoletas tradições, mas como o tempo nos dá a chance de aprimorar os sentimentos, porque não ouvi-los e respeitá-los?

  Jamais essa coerência que um dia se assumiu, poderá ser ultrajada sequer por um breve segundo, porque serão os nossos mais íntimos sentimentos que ficarão em jogo! 



  Queria eu conseguir encontrar as palavras que descrevem o que sinto por dentro, quando entro no íntimo de um animal que caminha assustado para o abate!  

  Queria eu poder infectar o mundo com essa compaixão que tão pouco existe, mas sou apenas um "eu" à deriva num mundo hipócrita onde não me encaixo...

     
    

    

                 

   

     

  

    
    
Publicada por Teresa Botelho à(s) 14:23 1 comentário:

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

QUANDO UM TACHO ENGOLE A ÉTICA


Imagem relacionada



   O descrédito às boas intenções de quem detém o poder, é o que nos resta neste país rendido aos interesses mais sórdidos!

  A manipulação dos desprevenidos, é hoje a arma desses aconchegados de garras afiadas a qualquer tacho que lhes dê protagonismo com a ajuda da mais suja utilização de argumentos facilmente derrubados por quem não se deixa levar em cantigas, não se vende e nada tem a perder. 

   Nada ter a perder, significa viver à margem desse sistema instituído que transmuta os princípios mais básicos da moral e do respeito ao próximo, mesmo que esse "próximo" seja de outra espécie. 

    Escravizam-se as mentalidades humanas, no intuito de se poderem aniquilar "ética" e "misericordiosamente" outras vidas!  

    Vestem-se com asas angelicas os abutres que trabalham na sombra sob a capa de heróis e os negócios tomam proporções de poderosos  gigantes.   À decadente e ultrajada democracia, calça-se o silêncio que a prepotência exige, porque o povo é sereno e nada contesta desde que haja churrasco e futebol...
   Multiplicam-se os cargos, os peritos e as consultas de faz de conta para sustentar os a
migos, como se qualquer canudo feito à custa de sebentas decoradas lhes conseguisse dar  a devida competência para um exercício digno e  honesto.

    
    As "pragas" são hoje os alvos a abater e os pombos que antes eram de paz, tornaram-se inimigos públicos e ameaças perigosas!

    Ah, como eu gostava de poder abater outras "pragas" queimando-as nesses incêndios  permitidos e tão engenhosamente mascarados de catástrofes naturais...

    Ah, como eu gostava de poder limpar este meu país de tantas práticas cruéis e políticos trafulhas...

     Ah, como eu queria partir deste mundo sabendo que o meu povo não mais viveria anestesiado por palavras falsas e que poderia abrir finalmente os olhos para a ética, sem ser constantemente agredido...

    Infelizmente, há anestesias das quais custa despertar, porque nem todos conseguem abrir os olhos e pôr em causa as "boas intenções" de quem os enganou nas urnas. 


    O maior problema da minha vida que poderia ser pacata se a minha visão ao longe não fosse tão eficaz, é ter a percepção do que está para chegar e o que se prepara com a conivência de quem é pago para defender, neste caso concreto, os animais da nossa capital, mas que justifica o uso de falcões cativos e treinados para matar muito além do seu apetite, é sem dúvida revoltante! 

  

    Imaginar sequer que na capital de um país que se proclama civilizado, se poderão encontrar aqui e ali, aves mutiladas na via pública, como aconteceu com as gaivotas num certo hotel algarvio, é algo que me parece de tal forma imoral que só mentes perversas o poderão aceitar. 

    
    Como é possível que uma "Provedoria dos Animais de Lisboa", paga por todos nós, admita sequer a existência de tais "eventos" macabros?


    Será que as aves caçadas e os seus pedaços podres largados em varandas e telhados, trazem etiqueta de "pragas", ou se atingem outras espécies que já vão sendo raras nos nossos céus, como certas rolas que agora mal se vêem? 



    Chega de barbaridades, senhores poderosos,  porque os pesados impostos que pagamos, já alimentam incompetentes que chegam!   

    

      
     

    
      
Publicada por Teresa Botelho à(s) 07:34 1 comentário:
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